Mamíferos Aquáticos e Vida Marinha

Tucuxi: o golfinho dos rios da Amazônia que está Em Perigo

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 02/11/2026

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Tucuxi, o golfinho dos rios da Amazônia, com a nadadeira dorsal fora da água barrenta
Tucuxi (Sotalia fluviatilis) no rio, em Careiro (AM), em janeiro de 2026. Foto: Charlotte Kirchner, CC BY 4.0, via iNaturalist. Imagem redimensionada.
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O tucuxi (Sotalia fluviatilis) é um golfinho pequeno que vive nos rios e lagos da bacia Amazônica. Mede no máximo 1,5 m, segundo o ICMBio, e é parente próximo do boto-cinza, que vive no mar. Na lista nacional de 2026, está Em Perigo de extinção.

FichaDados
Nome comumTucuxi
Nome científicoSotalia fluviatilis (Gervais & Deville, 1853)
FamíliaDelphinidae
Tamanho e pesoAté 1,5 m e 53 kg (ICMBio, sumário do PAN)
Onde viveRios e lagos da bacia Amazônica no Brasil, no Peru, no Equador e na Colômbia
Situação na IUCNEm Perigo, segundo o documento SARDI (2022)
Situação no BrasilEm Perigo (EN), Portaria MMA 1.704/2026; não constava na lista anterior, a Portaria MMA 148/2022 (legenda do asterisco)

Como é

Segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2018), o tucuxi se parece muito com o boto-cinza na cor e no corpo: os dois são cinza, do claro ao escuro, com duas faixas mais claras nos lados. Por muito tempo as duas formas foram tratadas como uma espécie só; a separação, por estudos de crânio e de genética, está contada em Boto-cinza. O Livro Vermelho estima que as duas espécies se separaram há cerca de 1 a 2,5 milhões de anos.

O tucuxi é bem menor que o outro golfinho da Amazônia, o boto-cor-de-rosa, e é de outra família: o tucuxi é da família Delphinidae, a mesma do boto-cinza; o boto-cor-de-rosa é da família Iniidae, segundo a tabela de Golfinhos do Brasil.

Onde vive

Segundo o sumário do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Mamíferos Aquáticos Amazônicos, do ICMBio, o tucuxi vive nos principais rios e lagos da bacia Amazônica, como os rios Negro, Solimões, Japurá, Purus, Juruá e Madeira, e também no baixo Tocantins. Corredeiras e cachoeiras na borda do Escudo Brasileiro e das Guianas, e canais muito estreitos e rasos, limitam até onde ele vai. Fora do Brasil, ocorre no sul do Peru, no leste do Equador e no sudeste da Colômbia.

Reprodução e vida

Segundo o mesmo sumário do PAN:

  • a gestação dura cerca de 11 meses;
  • nasce um filhote por vez, com cerca de 71 a 83 cm;
  • o intervalo entre um filhote e outro é de 3 anos;
  • a espécie pode viver até 36 anos.

Com um filhote a cada três anos, uma população que perde adultos demora a se recuperar. O PAN diz isso para os mamíferos aquáticos da Amazônia em geral: crescimento lento e poucos filhotes fazem a recuperação ser “difícil e lenta”.

O que se sabe da queda

O dado mais longo vem da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas. Segundo a Pesquisa FAPESP (2018), contagens feitas de 1994 a 2017 indicaram que as populações do tucuxi e do boto-cor-de-rosa caíam pela metade a cada 10 anos, mesmo com a captura proibida. No tucuxi, que segundo a revista é mais sujeito a morrer preso nas redes, a queda foi constante em todo o período. O estudo, coordenado por Vera da Silva, do Inpa, saiu na revista PLoS ONE. A FAPESP registra que os pesquisadores não sabiam se o que viram em Mamirauá valia para toda a Amazônia.

Em 28 de setembro de 2023, na seca extrema, pesquisadores do Instituto Mamirauá encontraram 70 botos mortos no lago Tefé, no Amazonas, de duas espécies, o boto-vermelho e o tucuxi. Nas semanas seguintes, as carcaças chegaram a 209, segundo a Pesquisa FAPESP (2025). A reportagem não separa o número por espécie. O caso está em Boto-cor-de-rosa.

Ameaças

Segundo o sumário do PAN e o documento da Iniciativa de Golfinhos de Rio da América do Sul (SARDI, 2022), publicado na página do PAN, as ameaças aos golfinhos dos rios amazônicos são:

  • a captura acidental em redes de pesca;
  • a morte para uso como isca na pesca da piracatinga, um bagre; o PAN diz que a caça de botos para isca aumentou muito depois de 2000 e cita o boto-vermelho e o tucuxi;
  • a matança por retaliação de pescadores, por causa de redes danificadas e peixes tirados delas;
  • a contaminação da água por pesticidas, metais pesados e hidrocarbonetos (de petróleo e gás);
  • as barragens de hidrelétricas, que fragmentam os rios.

Você sabia?

Na avaliação nacional de 2012, publicada no Livro Vermelho do ICMBio (2018), o tucuxi era Quase Ameaçado (NT), uma categoria que não entra na lista de espécies ameaçadas. Na lista de 2026, ele aparece Em Perigo.

Conservação no Brasil

Na lista nacional, atualizada pela Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026, o tucuxi está Em Perigo. Ele tem asterisco na Portaria, que é o sinal das “Espécies que não constavam na Lista anterior – Portaria MMA nº 148, de 7 de junho de 2022”.

O tucuxi é espécie-alvo do PAN Mamíferos Aquáticos Amazônicos, aprovado pela Portaria ICMBio nº 19/2019, com vigência até janeiro de 2024. Nas fontes consultadas, até 2 de novembro de 2026, não encontramos o ato de um novo ciclo. Os outros golfinhos do país estão em Golfinhos do Brasil.

Fontes

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/tucuxi-o-golfinho-dos-rios-da-amazonia-que-esta-em-perigo/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

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