Anfíbios

Brachycephalus quiririensis: o sapinho da Serra do Quiriri (SC)

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 02/11/2026

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O Brachycephalus quiririensis é um sapinho da Mata Atlântica descrito em 2015 e conhecido só do alto da Serra do Quiriri, no nordeste de Santa Catarina. Na lista nacional de 2026, está Em Perigo de extinção.

FichaDados
Nome comumSem nome popular nas fontes consultadas
Nome científicoBrachycephalus quiririensis Pie & Ribeiro, 2015
FamíliaBrachycephalidae
TamanhoDe 9,9 a 13,1 mm (adultos)
Onde viveSerra do Quiriri, em Campo Alegre e Garuva (SC), de 1.263 a 1.318 m de altitude
Situação no BrasilEm Perigo (Portaria MMA 1.704/2026)

O B. quiririensis é uma das espécies do gênero Brachycephalus, os sapinhos que o site apresenta em Sapos-pulga e sapinhos-pingo-de-ouro.

Como é

Segundo a descrição original, de Marcio Pie e Luiz Fernando Ribeiro, publicada na revista PeerJ em 2015, os adultos medem de 9,9 a 13,1 milímetros. A cor geral é marrom, com uma faixa estreita laranja no meio das costas, e alguns animais têm um leve tom esverdeado nas partes marrons.

Onde vive

Os autores encontraram a espécie na Serra do Quiriri, no município de Campo Alegre (SC), entre 1.263 e 1.318 metros de altitude, e num local próximo, em Garuva (SC). Os sapinhos viviam no folhiço, a camada de folhas caídas, de uma floresta nebular do alto da serra, a floresta ombrófila densa altomontana.

Ameaças

Na descrição de 2015, os autores dizem que a região sofre “fortes impactos humanos” (tradução nossa) e citam, como causas dos distúrbios recentes na vegetação, “sobretudo o fogo e a criação extensiva de gado” (tradução nossa). Eles pedem que se tomem “ações imediatas” para garantir a preservação da espécie a longo prazo (tradução nossa).

Você sabia?

A Serra do Quiriri tem mais de uma espécie do gênero. Em 2025, um artigo na revista PLOS ONE descreveu o Brachycephalus lulai, encontrado no Pico Garuva, a 635 metros de altitude. Segundo os autores, ele é parente próximo do B. quiririensis e do B. auroguttatus, que “também ocorrem na Serra do Quiriri” (tradução nossa).

Conservação

O B. quiririensis não estava entre as espécies avaliadas pelo ICMBio na avaliação publicada em 2018. Já constava da lista nacional anterior (Portaria MMA nº 148, de 2022), e na lista da Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026, está Em Perigo. Nas fontes consultadas, até 02/11/2026, não encontramos a ficha da avaliação oficial com os motivos da categoria.

Os autores de 2015 recomendaram incluir a espécie num plano de ação nacional para a herpetofauna (répteis e anfíbios) do Sul do Brasil. Os autores do artigo de 2025 propuseram criar um Refúgio de Vida Silvestre da Serra do Quiriri, para proteger o B. lulai e outras espécies que só vivem ali.

As outras duas espécies do gênero na lista de 2026 são o Brachycephalus pernix, Criticamente em Perigo, do Paraná, e o Brachycephalus mirissimus, Vulnerável, de Santa Catarina.

Fontes

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/brachycephalus-quiririensis-o-sapinho-da-serra-do-quiriri-sc/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

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