123 Ecos Redação
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Atualizado em: 02/11/2026
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Os terremotos, ou sismos, são tremores de terra causados por um deslizamento repentino numa falha, uma fratura nas rochas. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), “an earthquake is caused by a sudden slip on a fault” (um terremoto é causado por um deslizamento repentino numa falha). As placas tectônicas se movem devagar o tempo todo, mas ficam presas nas bordas pelo atrito; quando a tensão vence o atrito, acontece o terremoto (USGS, FAQ, tradução nossa). As placas e os seus limites estão em placas tectônicas.
Onde começa e onde se sente
- Hipocentro, ou foco: o ponto dentro da crosta onde a ruptura começa.
- Epicentro: o ponto da superfície que fica bem em cima do hipocentro.
As definições são do USGS (USGS, imagem e legenda). Depois do tremor principal, costumam vir tremores menores na mesma região, as réplicas, por dias ou até anos. Às vezes, tremores menores vêm antes, os abalos precursores, mas o USGS explica que só se sabe que um tremor era precursor depois que o maior acontece (USGS, FAQ).
Magnitude e intensidade não são a mesma coisa
| Magnitude | Intensidade | |
|---|---|---|
| O que mede | o tamanho do terremoto | o tremor em cada lugar |
| Quantos valores | um só por terremoto | muda de lugar para lugar, conforme a distância da falha |
| Como se escreve | número com casas decimais (ex.: 6,2) | algarismos romanos (ex.: VI) |
| Escala usada nos EUA | várias escalas de magnitude | Escala de Intensidade de Mercalli Modificada |
Fonte da tabela: USGS, Earthquake Magnitude, Energy Release, and Shaking Intensity.
Pela mesma fonte, cada ponto inteiro a mais na magnitude significa uma onda registrada dez vezes maior no sismógrafo e cerca de 32 vezes mais energia liberada. Um terremoto de magnitude 7 libera, então, cerca de mil vezes mais energia que um de magnitude 5 (32 × 32).
Por que se fala tanto em “escala Richter”
O nome vem do sismólogo Charles Richter, que criou um método de medir a magnitude. O USGS explica que o método de Richter “was strictly valid only for certain frequency and distance ranges” (só valia para certas faixas de frequência e distância) e que, para os terremotos muito grandes, “moment magnitude gives the most reliable estimate of earthquake size” (a magnitude de momento dá a estimativa mais confiável do tamanho do terremoto) (USGS, FAQ sobre escalas de magnitude, tradução nossa).
Dá para prever?
Não. A resposta do USGS é direta: “Neither the USGS nor any other scientists have ever predicted a major earthquake” (nem o USGS nem nenhum outro cientista jamais previu um grande terremoto), e “we do not know how, and we do not expect to know how any time in the foreseeable future” (não sabemos como e não esperamos saber num futuro previsível) (USGS, FAQ, tradução nossa).
E no Brasil?
O Brasil fica no meio da placa Sul-Americana, longe das bordas onde acontece a maior parte dos terremotos (veja litosfera). O professor José Alberto Vivas Veloso, criador do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), descreve o território brasileiro como “uma das áreas contínuas e tectonicamente mais estáveis do Planeta” (Veloso, UnB Notícias, 2015).
Mesmo assim, o país tem terremotos. Pelo mesmo artigo, os dois maiores registrados aconteceram com 28 dias de diferença:
| Data | Onde | Magnitude |
|---|---|---|
| 31 de janeiro de 1955 | perto da Serra do Tombador, Mato Grosso (o local exato ainda tem dúvidas) | 6,2 |
| 28 de fevereiro de 1955 | no mar, a cerca de 360 km de Vitória, Espírito Santo | 6,1 |
Fonte da tabela: Veloso, UnB Notícias, 2015.
O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) mantém um sistema de detecção e divulgação de terremotos em tempo real e publica informes; em 11 de junho de 2026, por exemplo, registrou uma sequência de três terremotos na região de Tucuruí, no Pará, sentidos pela população (Centro de Sismologia da USP, informe). A prevenção de desastres naturais está em prevenção e mitigação de desastres.
Um engano comum
“Todo terremoto é medido na escala Richter.” Não. Segundo o USGS, o método de Richter só valia para certas faixas de frequência e distância, e, para os terremotos muito grandes, a magnitude de momento dá a estimativa mais confiável do tamanho. Em qualquer escala de magnitude, cada ponto inteiro a mais corresponde a cerca de 32 vezes mais energia.
Resumo: principais perguntas e respostas
Um deslizamento repentino numa falha, quando a tensão acumulada nas rochas vence o atrito, em geral nas bordas das placas tectônicas.
A magnitude mede o tamanho do terremoto e tem um valor só; a intensidade mede o tremor em cada lugar e muda com a distância.
É o ponto da superfície que fica bem em cima do hipocentro, o lugar dentro da crosta onde a ruptura começa.
Não. Segundo o USGS, nenhum cientista jamais previu um grande terremoto.
O de 31 de janeiro de 1955, perto da Serra do Tombador, em Mato Grosso, com magnitude 6,2, segundo o Observatório Sismológico da UnB.
Fontes
- Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). What is an earthquake and what causes them to happen? Consulta em 2/11/2026.
- USGS. Epicenter and hypocenter (imagem e legenda). Consulta em 2/11/2026.
- USGS. Earthquake Magnitude, Energy Release, and Shaking Intensity. Consulta em 2/11/2026.
- USGS. Moment magnitude, Richter scale: what are the different magnitude scales, and why are there so many? Consulta em 2/11/2026.
- USGS. Can you predict earthquakes? Consulta em 2/11/2026.
- Veloso, J. A. V. Terremotos sexagenários. UnB Notícias, 13/03/2015.
- Centro de Sismologia da USP (IAG). Informe de 11/06/2026: sequência de terremotos em Tucuruí (PA). Consulta em 2/11/2026.
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