Planeta Terra: Estrutura e Funcionamento

Terremotos: o que são, como se medem e por que o Brasil tem poucos

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 02/11/2026

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Em poucas palavras

Terremotos são tremores causados pelo deslizamento repentino de uma falha, quase sempre nas bordas das placas tectônicas. A magnitude mede o tamanho do terremoto, e a intensidade mede o tremor em cada lugar. O Brasil fica no meio de uma placa e tem poucos tremores fortes; os maiores registrados, em 1955, passaram de magnitude 6, segundo a UnB.

Terremotos: corte do solo com uma falha e ondas que saem do ponto de ruptura até a cidade na superfície
O que acontece debaixo da terra quando ela treme? Imagem gerada por IA.
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Os terremotos, ou sismos, são tremores de terra causados por um deslizamento repentino numa falha, uma fratura nas rochas. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), “an earthquake is caused by a sudden slip on a fault” (um terremoto é causado por um deslizamento repentino numa falha). As placas tectônicas se movem devagar o tempo todo, mas ficam presas nas bordas pelo atrito; quando a tensão vence o atrito, acontece o terremoto (USGS, FAQ, tradução nossa). As placas e os seus limites estão em placas tectônicas.

Onde começa e onde se sente

  • Hipocentro, ou foco: o ponto dentro da crosta onde a ruptura começa.
  • Epicentro: o ponto da superfície que fica bem em cima do hipocentro.

As definições são do USGS (USGS, imagem e legenda). Depois do tremor principal, costumam vir tremores menores na mesma região, as réplicas, por dias ou até anos. Às vezes, tremores menores vêm antes, os abalos precursores, mas o USGS explica que só se sabe que um tremor era precursor depois que o maior acontece (USGS, FAQ).

Magnitude e intensidade não são a mesma coisa

MagnitudeIntensidade
O que medeo tamanho do terremotoo tremor em cada lugar
Quantos valoresum só por terremotomuda de lugar para lugar, conforme a distância da falha
Como se escrevenúmero com casas decimais (ex.: 6,2)algarismos romanos (ex.: VI)
Escala usada nos EUAvárias escalas de magnitudeEscala de Intensidade de Mercalli Modificada

Fonte da tabela: USGS, Earthquake Magnitude, Energy Release, and Shaking Intensity.

Pela mesma fonte, cada ponto inteiro a mais na magnitude significa uma onda registrada dez vezes maior no sismógrafo e cerca de 32 vezes mais energia liberada. Um terremoto de magnitude 7 libera, então, cerca de mil vezes mais energia que um de magnitude 5 (32 × 32).

Por que se fala tanto em “escala Richter”

O nome vem do sismólogo Charles Richter, que criou um método de medir a magnitude. O USGS explica que o método de Richter “was strictly valid only for certain frequency and distance ranges” (só valia para certas faixas de frequência e distância) e que, para os terremotos muito grandes, “moment magnitude gives the most reliable estimate of earthquake size” (a magnitude de momento dá a estimativa mais confiável do tamanho do terremoto) (USGS, FAQ sobre escalas de magnitude, tradução nossa).

Dá para prever?

Não. A resposta do USGS é direta: “Neither the USGS nor any other scientists have ever predicted a major earthquake” (nem o USGS nem nenhum outro cientista jamais previu um grande terremoto), e “we do not know how, and we do not expect to know how any time in the foreseeable future” (não sabemos como e não esperamos saber num futuro previsível) (USGS, FAQ, tradução nossa).

E no Brasil?

O Brasil fica no meio da placa Sul-Americana, longe das bordas onde acontece a maior parte dos terremotos (veja litosfera). O professor José Alberto Vivas Veloso, criador do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), descreve o território brasileiro como “uma das áreas contínuas e tectonicamente mais estáveis do Planeta” (Veloso, UnB Notícias, 2015).

Mesmo assim, o país tem terremotos. Pelo mesmo artigo, os dois maiores registrados aconteceram com 28 dias de diferença:

DataOndeMagnitude
31 de janeiro de 1955perto da Serra do Tombador, Mato Grosso (o local exato ainda tem dúvidas)6,2
28 de fevereiro de 1955no mar, a cerca de 360 km de Vitória, Espírito Santo6,1

Fonte da tabela: Veloso, UnB Notícias, 2015.

O Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) mantém um sistema de detecção e divulgação de terremotos em tempo real e publica informes; em 11 de junho de 2026, por exemplo, registrou uma sequência de três terremotos na região de Tucuruí, no Pará, sentidos pela população (Centro de Sismologia da USP, informe). A prevenção de desastres naturais está em prevenção e mitigação de desastres.

Um engano comum

“Todo terremoto é medido na escala Richter.” Não. Segundo o USGS, o método de Richter só valia para certas faixas de frequência e distância, e, para os terremotos muito grandes, a magnitude de momento dá a estimativa mais confiável do tamanho. Em qualquer escala de magnitude, cada ponto inteiro a mais corresponde a cerca de 32 vezes mais energia.

Resumo: principais perguntas e respostas

O que causa um terremoto?

Um deslizamento repentino numa falha, quando a tensão acumulada nas rochas vence o atrito, em geral nas bordas das placas tectônicas.

Qual a diferença entre magnitude e intensidade?

A magnitude mede o tamanho do terremoto e tem um valor só; a intensidade mede o tremor em cada lugar e muda com a distância.

O que é epicentro?

É o ponto da superfície que fica bem em cima do hipocentro, o lugar dentro da crosta onde a ruptura começa.

É possível prever terremotos?

Não. Segundo o USGS, nenhum cientista jamais previu um grande terremoto.

Qual foi o maior terremoto do Brasil?

O de 31 de janeiro de 1955, perto da Serra do Tombador, em Mato Grosso, com magnitude 6,2, segundo o Observatório Sismológico da UnB.

Fontes

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/terremotos-o-que-sao-como-se-medem-e-por-que-o-brasil-tem-poucos/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

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