123 Ecos Redação
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Atualizado em: 02/11/2026
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A castanheira (Bertholletia excelsa) é a árvore amazônica que dá a castanha-do-pará. Segundo a Embrapa, as maiores chegam perto de 50 metros de altura. Na lista oficial de plantas ameaçadas de 2026, está vulnerável (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026, anexo, nº 1998).
Ficha
| Dados | |
|---|---|
| Nome comum | castanheira; a semente é chamada de castanha-do-pará, castanha-do-brasil ou castanha-da-amazônia |
| Nome científico | Bertholletia excelsa |
| Família | Lecythidaceae |
| Forma de vida | árvore |
| Onde ocorre no Brasil | AC, AM, AP, MT, PA, RO e RR, na Amazônia, em floresta de terra firme |
| Só existe no Brasil? | não |
| Situação no Brasil | vulnerável (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026) |
Fontes da ficha: nomes, família, forma de vida, estados, domínio e endemismo pela ficha da lista oficial Flora e Funga do Brasil (cópia no GBIF); “castanha-da-amazônia” pela Embrapa; situação pela portaria.
Como é
Segundo a Embrapa, “as árvores maiores de castanha-da-amazônia atingem dimensões próximas a 50 m de altura” e só muito raramente chegam a 60 metros, com 446 a 525 centímetros de diâmetro do tronco medido à altura do peito (DAP) na idade adulta. É uma espécie longeva: árvores desse tamanho estariam vivas há 800 ou 1.000 anos (Embrapa, Espécies Arbóreas Brasileiras, v. 5, p. 208 e 210).
Onde ocorre
A lista oficial registra a castanheira como nativa da Amazônia, em sete estados, em floresta de terra firme (ficha Flora e Funga). O bioma está em Amazônia.
Flores e abelhas
Pela Embrapa, “os principais polinizadores são abelhas de médio a grande porte”, entre elas as dos gêneros Bombus, Xylocopa e Eulaema. A floração muda de região para região: de setembro a janeiro em Rondônia, de outubro a março no Pará e de dezembro a maio em Roraima (v. 5, p. 208). Os animais que carregam o pólen estão em animais polinizadores.
O ouriço e a cutia
O fruto é uma cápsula lenhosa, “vulgarmente denominada de ‘ouriço'”. Mede de 9 a 12 centímetros de diâmetro, pesa de 1 a 2 quilos e guarda de 5 a 25 sementes comestíveis, as castanhas. A maturação leva cerca de 14 meses (Embrapa, v. 5, p. 208 e 209).
Segundo a mesma obra, a espécie “depende quase que totalmente da abertura de seus frutos por um agente externo”, e “a cotia é o maior dispersor”. A cutia come parte das sementes logo que as encontra e enterra o resto para depois. As que ela esquece podem germinar (v. 5, p. 209). A dispersão de sementes por animais está em dispersão de sementes por animais.
Os nomes da castanha
A Embrapa registra que, na Terceira Convenção Mundial de Frutos Secos, em Manaus, em maio de 1992, “convencionou-se chamar Bertholletia excelsa de castanha-da-amazônia, em substituição ao nome castanha-do-pará”. Os nomes castanha-do-brasil e castanheira também são usados em vários estados (v. 5, p. 207).
Usos e proteção
Segundo a Embrapa, a exploração comercial da castanha começou no século 17 e é uma das principais atividades da economia da região (v. 5, p. 214). O tema do uso de plantas nativas está em extrativismo vegetal.
A mesma obra, citando um documento da Sudam de 1979, registra que a Portaria nº 2.570-DC, de 22 de novembro de 1971, do antigo IBDF (hoje Ibama), proibiu a derrubada da castanheira nativa (v. 5, p. 212).
Ameaças e conservação
Na lista oficial de 2026, a castanheira está vulnerável (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026, anexo, nº 1998). A lista nova está em o que mudou na lista de plantas ameaçadas de 2026.
Resumo: principais perguntas e respostas
Sim. São nomes da semente da Bertholletia excelsa. Pela Embrapa, em 1992 se convencionou o nome castanha-da-amazônia no lugar de castanha-do-pará.
Pela Embrapa, as maiores chegam perto de 50 metros de altura, e muito raramente a 60 metros.
De 5 a 25, segundo a Embrapa.
Principalmente a cutia, que enterra parte das castanhas e esquece algumas, que então podem germinar.
Fontes
- Flora e Funga do Brasil, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Bertholletia excelsa, ficha da lista oficial no GBIF. Consulta em 2/11/2026.
- Brasil. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria GM/MMA nº 1.783, de 26 de outubro de 2026. Diário Oficial da União. Anexo, nº 1998.
- Embrapa. Espécies Arbóreas Brasileiras, v. 5: Castanha-da-Amazônia. Embrapa. p. 207 a 214. Consulta em 2/11/2026.
Impresso de https://123ecos.com.br/docs/castanheira-a-arvore-gigante-da-castanha-do-para/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

