Mamíferos Terrestres

Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous): como é, onde vive e o que come

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

A equipe editorial da 123 Ecos produz os textos com apoio de inteligência artificial, seguindo rigorosamente regras editoriais definidas por pessoas e fontes oficiais citadas. Cada postagem passa por auditoria e checagem de fontes antes de ser publicada.

Atualizado em: 02/11/2026

0:00 4:11
Cachorro-do-mato parado num chão de terra, de pelagem escura, pernas pretas e cauda peluda, no Pantanal
Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) num chão de terra em Poconé (MT), no Pantanal, em setembro de 2019. Foto: Dan Vickers, CC BY 4.0, via iNaturalist. Imagem recortada e redimensionada.
Nesta página

O cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) é um canídeo silvestre de porte pequeno que vive em quase todo o Brasil. Come de tudo, de frutos a pequenos animais, e anda em casal ou em família. Não está ameaçado de extinção, mas sofre com os atropelamentos e com os conflitos com as pessoas.

FichaDados
Nome comumCachorro-do-mato; também raposa, lobinho, graxaim, graxaim-do-mato, lobete e rabo-fofo, conforme a região
Nome científicoCerdocyon thous (Linnaeus, 1766)
FamíliaCanidae (cães, lobos e raposas)
Onde viveDo norte da Colômbia e da Venezuela ao norte da Argentina e ao Uruguai; no Brasil, em todos os biomas
Situação na IUCNMenos Preocupante, na avaliação global de 2008 citada pelo ICMBio (2013)
Situação no BrasilMenos Preocupante na avaliação publicada em 2013; não está na lista da Portaria MMA 1.704/2026

O cachorro-do-mato é um dos seis canídeos selvagens que o site apresenta em Canídeos do Brasil.

Não confundir

Os nomes populares dos canídeos se repetem. “Graxaim” e “raposa” são nomes regionais do cachorro-do-mato, mas também de outras espécies:

  • o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas (Atelocynus microtis), da Amazônia, é outra espécie, e Vulnerável;
  • a raposa-do-campo (Lycalopex vetulus), do Cerrado, é menor e tem uma mancha negra na base da cauda, segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2018);
  • o graxaim-do-campo (Lycalopex gymnocercus) é o canídeo dos campos do Sul.

Onde vive

Segundo a avaliação do ICMBio publicada em 2013 na revista Biodiversidade Brasileira, o cachorro-do-mato vive na maior parte do Brasil, menos em parte da Amazônia, e chega a 2.000 metros de altitude nas encostas dos Andes. Na Amazônia, a área dele “pode estar em ampliação devido à conversão da floresta em pastagens em larga escala”.

É uma espécie generalista: prefere bordas de mata e ambientes abertos, mas usa as matas onde vive junto com o graxaim-do-campo, que fica com os campos. Aparece em florestas, matas ao longo dos rios, restingas e mangues, e também em canaviais, plantações de eucalipto, pastagens e áreas nos arredores das cidades.

Como vive

Segundo a avaliação de 2013:

  • é onívoro e oportunista: come frutos, insetos, crustáceos, pequenos mamíferos, aves, répteis, sapos, ovos e até carcaças de animais mortos;
  • pode espalhar sementes de frutas nativas e cultivadas;
  • é monogâmico, e vive “em casais ou grupos familiares estendidos”;
  • a área de uso varia conforme a região: de 100 a 730 hectares no Pantanal e cerca de 1.280 hectares numa área de Cerrado na Bahia.

Você sabia?

O cachorro-do-mato já foi confundido com a raposa-do-campo em estudos de saúde. Segundo a ficha da raposa-do-campo no Livro Vermelho do ICMBio (2018), a maior parte dos canídeos com leishmaniose e raiva no Nordeste, identificados como raposas-do-campo, era na verdade cachorro-do-mato.

Quantos são

A avaliação de 2013 considera o cachorro-do-mato relativamente abundante na maior parte da área dele e cita algumas densidades medidas no Brasil:

  • 0,55 animal por km² na Ilha do Marajó (PA);
  • de 0,24 a 0,55 animal por km² no Pantanal da Nhecolândia (MS), conforme o ambiente;
  • 0,35 animal por km² na Mata Atlântica do sudoeste de São Paulo.

Ameaças

Mesmo sem estar ameaçado, o cachorro-do-mato sofre com várias pressões, segundo a avaliação de 2013:

  • os atropelamentos: “É uma das espécies de mamíferos mais atropeladas em todo o Brasil”, inclusive em ferrovias;
  • o veneno e os tiros, por vingança quando ele ataca criações;
  • os ataques de cães domésticos e as doenças passadas por eles, como a sarna e a cinomose;
  • a morte de animais para tirar a gordura, usada pelo conhecimento tradicional como remédio na Caatinga.

Conservação

A avaliação do ICMBio publicada em 2013 classificou o cachorro-do-mato como menos preocupante, por ter distribuição ampla, viver em todos os biomas brasileiros e ser “aparentemente tolerante a perturbações antrópicas, porém não à urbanização”. Ele não constava da lista nacional anterior, de 2003, e não está na lista da Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026.

A avaliação diz que não há ações de conservação específicas para a espécie e recomenda medidas para prevenir os atropelamentos, ações de fiscalização, prevenção e educação, campanhas preventivas contra as doenças passadas por animais domésticos e programas para evitar os conflitos com as criações.

Fontes

O tema completo, reunido na vitrine Enciclopédia da Fauna Brasileira →

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/cachorro-do-mato-cerdocyon-thous-como-e-onde-vive-e-o-que-come/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

Quais são seus sentimentos

Contribua com esta página

Ficou alguma dúvida ou viu algo a corrigir? Conte para nós. Lemos tudo e respondemos quando conseguimos; nem toda dúvida vira resposta publicada.

Escrever uma contribuição
O que você quer nos contar?

Tudo passa pela equipe antes de aparecer. Este espaço é para adultos: mensagens que pareçam de crianças são recusadas e apagadas. Não guardamos seu endereço de internet nem seu navegador. O e-mail é apagado quando a contribuição é avaliada, no máximo em 90 dias. Para retirar seu nome depois, escreva para contato@123ecos.com.br. Veja a Política de Privacidade.