123 Ecos Redação
A equipe editorial da 123 Ecos produz os textos com apoio de inteligência artificial, seguindo rigorosamente regras editoriais definidas por pessoas e fontes oficiais citadas. Cada postagem passa por auditoria e checagem de fontes antes de ser publicada.
Atualizado em: 02/11/2026
Nesta página
A araucária (Araucaria angustifolia), também chamada de pinheiro-do-paraná, é a árvore da floresta com araucária do Sul e do Sudeste do Brasil. É uma gimnosperma: tem sementes, os pinhões, mas não tem flores nem frutos. Na lista oficial de plantas ameaçadas de 2026, está em perigo (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026, anexo, nº 300).
Ficha
| Dados | |
|---|---|
| Nome comum | araucária; também pinheiro-do-paraná, pinheiro-brasileiro, pinho-do-paraná e curi |
| Nome científico | Araucaria angustifolia |
| Família | Araucariaceae |
| Forma de vida | árvore |
| Onde ocorre no Brasil | MG, PR, RJ, RS, SC e SP, na Mata Atlântica e no Pampa |
| Só existe no Brasil? | não; ocorre também no nordeste da Argentina e no leste do Paraguai |
| Situação no Brasil | em perigo (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026) |
Fontes da ficha: nomes, família, forma de vida, estados e domínios pela ficha da lista oficial Flora e Funga do Brasil (cópia no GBIF); Argentina e Paraguai pela Embrapa (Espécies Arbóreas Brasileiras, v. 1, p. 803); situação pela portaria.
Como é
Segundo a Embrapa, a araucária tem de 10 a 35 metros de altura e de 50 a 120 centímetros de diâmetro do tronco medido à altura do peito (DAP), e chega, de forma excepcional, a 50 metros de altura e 250 centímetros ou mais de DAP (Embrapa, Espécies Arbóreas Brasileiras, v. 1, p. 801). É longeva: vive, em média, entre 140 e 250 anos (p. 804).
A forma da copa muda com a idade. Na planta jovem, a copa tem forma de cone; na adulta, assume a forma de candelabro ou de taça, com os ramos curvados para cima. A casca chega a cerca de 15 centímetros de espessura (Embrapa Florestas, 2021, cap. 2, p. 37).
Onde ocorre
No Brasil, a lista oficial registra a araucária como nativa em seis estados do Sul e do Sudeste, na Mata Atlântica e no Pampa, em floresta ombrófila mista, floresta estacional semidecidual e campo de altitude (ficha Flora e Funga). Fora do país, pela Embrapa, há pequenas manchas na província de Misiones, na Argentina, e no departamento de Alto Paraná, no Paraguai (v. 1, p. 803).
Segundo a mesma obra, a área original da araucária no Brasil foi de cerca de 185 mil km² (v. 1, p. 803). A floresta em que ela domina está em floresta ombrófila mista, e uma das áreas protegidas com a árvore é o Parque Nacional das Araucárias, em Santa Catarina.
A pinha e o pinhão
A araucária é dioica: há árvores masculinas e árvores femininas, cada uma com as suas estruturas reprodutivas (Embrapa Florestas, 2021, cap. 2, p. 40). O pólen é levado pelo vento. Da polinização até a formação do embrião, o desenvolvimento leva cerca de 23 meses (p. 44).
A pinha, que se forma na árvore feminina, tem de 10 a 25 centímetros de diâmetro e de 5 a 150 sementes, os pinhões, com peso médio de 8,7 gramas cada. Segundo a Embrapa, os pinhões são encontrados de março a setembro, com a época principal de abril a junho no Paraná (v. 1, p. 802).
A maior parte da literatura sobre a araucária trata o pinhão como semente, segundo a Embrapa Florestas (2021), embora haja autor que o chame de fruto. Como as outras gimnospermas, a araucária não forma fruto: o grupo está em gimnospermas.
Quem espalha as sementes
Pela Embrapa, em geral a semente cai perto da árvore-mãe, e algumas vezes é levada por aves e roedores. A gralha-azul (Cyanocorax caeruleus) é tradicionalmente considerada a principal dispersora, mas, segundo a obra, raramente desce ao solo. A cutia (Dasyprocta azarae) pode ser uma das dispersoras mais importantes (v. 1, p. 803).
Usos
Segundo a Embrapa, o pinhão “constitui um alimento muito valioso, embora de composição um pouco desequilibrada”, e pode ser consumido cru, cozido ou assado (v. 1, p. 811).
Ameaças e conservação
Na lista oficial de 2026, a araucária está em perigo (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026, anexo, nº 300). A Embrapa registra que os pinheirais do Paraná, que cobriam 73.780 km², “foram gradualmente devastados” (v. 1, p. 809). A lista nova está em o que mudou na lista de plantas ameaçadas de 2026.
Resumo: principais perguntas e respostas
Sim. A lista oficial Flora e Funga do Brasil registra pinheiro-do-paraná, pinheiro-brasileiro e pinho-do-paraná como nomes populares da Araucaria angustifolia.
A maior parte da literatura trata o pinhão como semente, segundo a Embrapa Florestas (2021). A araucária, como as outras gimnospermas, não forma fruto.
Não. A araucária é dioica: só as árvores femininas formam a pinha com os pinhões.
Em geral, a semente cai perto da árvore-mãe. Algumas vezes, aves e roedores a levam. Pela Embrapa, a gralha-azul é tradicionalmente considerada a principal dispersora, e a cutia pode ser uma das mais importantes.
Sim. Na lista oficial de 2026, está em perigo.
Fontes
- Flora e Funga do Brasil, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Araucaria angustifolia, ficha da lista oficial no GBIF. Consulta em 2/11/2026.
- Brasil. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria GM/MMA nº 1.783, de 26 de outubro de 2026. Diário Oficial da União. Anexo, nº 300.
- Embrapa. Espécies Arbóreas Brasileiras, v. 1: Pinheiro-do-Paraná. Embrapa. p. 801 a 811. Consulta em 2/11/2026.
- Carmo, A. A. O.; Godoy, R. C. B.; Souza, L. A. Morfologia dos órgãos vegetativos e reprodutivos de Araucaria angustifolia. Em: Araucária: pesquisa e desenvolvimento no Brasil. Embrapa Florestas, 2021.
Impresso de https://123ecos.com.br/docs/araucaria-o-pinheiro-do-parana-a-pinha-e-o-pinhao/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

