123 Ecos Redação
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Atualizado em: 02/11/2026
O macaco-prego-de-crista (Sapajus robustus) é um macaco-prego que só existe na Mata Atlântica da Bahia, do Espírito Santo e de Minas Gerais. O nome vem do topete único no alto da cabeça. Segundo o ICMBio (2018), restam cerca de 14.400 animais. Na lista nacional de 2026, está Em Perigo de extinção.
| Ficha | Dados |
|---|---|
| Nome comum | Macaco-prego-de-crista; também mico-topetudo, macaco-preto e macaco |
| Nome científico | Sapajus robustus (Kuhl, 1820) |
| Família | Cebidae |
| Tamanho | Fêmeas com 80 cm de comprimento total; machos com 87,5 cm (ICMBio, 2018) |
| Peso | Cerca de 2,3 kg nas fêmeas e 3,3 kg nos machos, dados do gênero (ICMBio, 2018) |
| Onde vive | Só no Brasil: Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais |
| População | Cerca de 14.400 animais (ICMBio, 2018) |
| Situação na IUCN | Em Perigo, na avaliação global citada pela ficha do ICMBio (2018) |
| Situação no Brasil | Em Perigo (Portaria MMA 1.704/2026) |
O macaco-prego-de-crista é um dos macacos-prego que o site apresenta em Macacos-prego.
Por que “de crista”
Segundo a ficha da espécie no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (ICMBio, 2018), o que mais se destaca nele é o capuz: os pelos do alto da cabeça são bem longos, eretos e se juntam na linha do meio, formando um único topete. É dessa “crista” que vem o nome.
Onde vive
Segundo a ficha de 2018, o macaco-prego-de-crista é endêmico da Mata Atlântica. A área dele é limitada a nordeste e a noroeste pelo rio Jequitinhonha, em Minas Gerais e na Bahia, a sudoeste pela Serra do Espinhaço e pelo rio Suaçuí Grande, em Minas Gerais, e a sudeste pelo rio Doce, em Minas Gerais e no Espírito Santo. A extensão de ocorrência passa de 119.000 km², mas a área ocupada de fato é desconhecida.
A ficha registra a espécie em várias unidades de conservação, como o Parque Nacional do Descobrimento, o Parque Nacional do Pau-Brasil e o Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal, na Bahia, e a Reserva Biológica de Sooretama, no Espírito Santo.
Como vive
Segundo o ICMBio (2018):
- vive em grupos de 12 a 15 animais, em média;
- o sistema de acasalamento é poligâmico;
- nasce um filhote por vez, com cerca de dois anos entre um nascimento e outro (dados do gênero);
- em cativeiro, macacos-prego vivem de 40 a 50 anos;
- o tempo de uma geração é estimado em 16 anos.
A ficha diz que a gestação, a maturidade das fêmeas e a proporção entre machos e fêmeas ainda são desconhecidas para a espécie.
Você sabia?
O macaco-prego-de-crista também vive fora do Brasil, em cativeiro. Segundo a ficha do ICMBio (2018), há animais em zoológicos dos Estados Unidos que, em teoria, fazem parte do registro de reprodução da espécie mantido pelo Centro de Primatologia do Rio de Janeiro.
Quantos são
A ficha de 2018 estima a população total em cerca de 14.400 animais. O número foi calculado a partir de censos feitos na Reserva Natural Vale, no Espírito Santo, e estendido para a mata que resta na área da espécie. A ficha avisa que não se sabe se há mais de 10.000 adultos.
A ficha suspeita de uma queda de pelo menos 50% da população nas últimas três gerações, ou 48 anos, e considera a população em declínio.
Ameaças
Segundo o ICMBio (2018), as principais ameaças são a agricultura, a pecuária, a expansão das cidades, o desmatamento, a abertura de estradas e de obras de energia, a perda e o isolamento das matas, a caça, a apanha, a captura de animais vivos, e as grandes áreas de monocultura de eucalipto e de pinus.
Conservação
Na avaliação nacional anterior, a espécie estava Vulnerável, avaliada com o nome Cebus robustus. Na avaliação publicada em 2018, passou a Em Perigo; a ficha dá como motivo “novas ou melhores informações disponíveis”. Continua Em Perigo na lista da Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026. Nas listas estaduais citadas pela ficha, também avaliado como Cebus robustus, estava Vulnerável no Espírito Santo e Em Perigo em Minas Gerais.
Segundo a ficha, a espécie está no Apêndice II da CITES e no Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Mamíferos da Mata Atlântica Central. Em 1992, o Ibama criou um comitê para a conservação de duas espécies de macacos-prego da Mata Atlântica, esta e o macaco-prego-do-peito-amarelo.
A ficha aponta como necessárias a proteção e a recuperação das matas na área da espécie, a manutenção de uma população em cativeiro com registro de reprodução, para conservar a variedade genética, e a criação de uma reserva biológica no Vale do Mucuri, em Minas Gerais. Segundo a ficha, não há nenhuma unidade de conservação federal de proteção integral na parte mineira da área da espécie.
Fontes
- ICMBio. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, volume II, Mamíferos. Brasília, 2018. Ficha de Sapajus robustus, p. 272–274.
- Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026. Anexo I, nº 628.
O tema completo, reunido na vitrine Enciclopédia da Fauna Brasileira →
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