Mamíferos Terrestres

Macaco-prego-galego (Sapajus flavius): como é, onde vive e por que está ameaçado

Nível de leitura: Ensino Médio

123 Ecos Redação

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Atualizado em: 02/11/2026

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O macaco-prego-galego (Sapajus flavius) é um macaco-prego que só existe na Mata Atlântica do Nordeste, do Rio Grande do Norte a Alagoas. Foi retratado em 1774 e só redescoberto em 2006. Segundo o ICMBio (2018), restam cerca de 1.000 animais. Na lista nacional de 2026, está Em Perigo de extinção.

FichaDados
Nome comumMacaco-prego-galego; também macaco e macaco-prego
Nome científicoSapajus flavius (Schreber, 1774)
FamíliaCebidae
PesoFêmeas com cerca de 2,1 kg; machos com cerca de 2,8 kg, em média (ICMBio, 2018)
Onde viveSó no Brasil: Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas
PopulaçãoCerca de 1.000 animais, com cerca de 500 adultos (ICMBio, 2018)
Situação na IUCNCriticamente em Perigo, na avaliação global citada pela ficha do ICMBio (2018)
Situação no BrasilEm Perigo (Portaria MMA 1.704/2026)

O macaco-prego-galego é um dos macacos-prego que o site apresenta em Macacos-prego.

Uma espécie redescoberta

Segundo a ficha do Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (ICMBio, 2018), a espécie foi retratada por Johann Schreber em 1774 e “ficou por mais de 200 anos sem identificação precisa”, sendo considerada a mesma espécie que o Cebus libidinosus, por causa da área onde vive. Em 2006, foi redescoberta e recebeu o nome de Cebus flavius. Depois, com a separação entre os macacos-prego e os caiararas em dois gêneros, passou a se chamar Sapajus flavius.

Onde vive

Segundo a ficha de 2018, a área original do macaco-prego-galego provavelmente cobria a Mata Atlântica do Nordeste, entre o oceano Atlântico e o rio São Francisco, que seria também a barreira entre ele e o macaco-prego-do-peito-amarelo. Hoje, os extremos conhecidos são a RPPN Mata da Estrela, em Baía Formosa (RN), ao norte, e Coruripe (AL), ao sul.

A Mata Atlântica dessa região vem perdendo área desde o século XVI, com a exploração do pau-brasil e os engenhos de cana-de-açúcar. Segundo a ficha, hoje a Mata Atlântica ao norte do rio São Francisco está reduzida a menos de 7,6% da extensão original.

São conhecidas só 29 áreas com a espécie, quase todas fragmentos isolados: uma no Rio Grande do Norte, 18 na Paraíba, seis em Pernambuco e quatro em Alagoas. A ficha diz que todas são, em teoria, protegidas por lei, mas a falta de vigilância permite corte ilegal de madeira e queimadas. Entre as unidades de conservação com a espécie estão a Estação Ecológica Estadual Pau Brasil e a RPPN Engenho Gargaú, na Paraíba, e os refúgios de vida silvestre Matas do Siriji e Matas de Água Azul, em Pernambuco.

Como vive

Segundo o ICMBio (2018):

  • os grupos observados variam muito, de 9 a cerca de 90 animais, com registros de 35, 45, 52, mais de 60 e 77;
  • o sistema de acasalamento é poligâmico;
  • a gestação dura de 5 a 6 meses e nasce um filhote por vez; um estudo registrou, uma única vez, um adulto carregando dois filhotes, sem saber se eram gêmeos;
  • o intervalo entre os nascimentos é de 19 a 24 meses (dado do gênero);
  • as fêmeas ficam maduras aos 4 ou 5 anos e os machos aos 7 (dados do gênero).

Você sabia?

O ICMBio fez análises de viabilidade populacional para o macaco-prego-galego, estudos que estimam as chances de uma população continuar existindo nos próximos anos. Segundo a ficha de 2018, essas análises incluíram as populações do Rio Grande do Norte e da Paraíba, e duas populações monitoradas na Paraíba tiveram análises próprias.

Quantos são

A ficha de 2018 estima a população total em cerca de 1.000 animais, dos quais só uns 500 seriam adultos, porque nos macacos-prego se considera a mesma proporção de jovens e adultos. A área de ocorrência é de cerca de 23.000 km², mas a área ocupada de fato é muito pequena, perto de 150 km². A ficha considera a população em declínio.

Ameaças

Segundo o ICMBio (2018), as principais ameaças são a perda de ambiente, de cerca de 70% nos últimos 40 anos, e o isolamento das populações, a maioria pequena demais para se manter, pela expansão da cana-de-açúcar, dos assentamentos rurais, das cidades e das estradas, e pelos incêndios. A caça e a apanha, a captura de animais vivos, continuam sendo ameaças relevantes.

A ficha aponta ainda um risco nunca avaliado: como os macacos-prego da região eram considerados S. libidinosus, órgãos ambientais podem ter soltado animais dessa outra espécie na área do galego.

Conservação

O macaco-prego-galego não constava da avaliação nacional anterior. Foi avaliado como Em Perigo na avaliação publicada em 2018 e continua Em Perigo na lista da Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026. A ficha registra que a espécie está no Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Primatas do Nordeste.

Fontes

O tema completo, reunido na vitrine Enciclopédia da Fauna Brasileira →

Impresso de https://123ecos.com.br/docs/macaco-prego-galego-sapajus-flavius-como-e-onde-vive-e-por-que-esta-ameacado/ · Atualizado em 02/11/2026 · 123 Ecos

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