123 Ecos Redação
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Atualizado em: 04/11/2026
A ararajuba (Guaruba guarouba), também chamada de guaruba, é um psitacídeo que só existe na Amazônia brasileira, ao sul do rio Amazonas e a leste do rio Madeira. Vive em bandos e é muito social. Na lista nacional de 2026, está Vulnerável à extinção.
| Ficha | Dados |
|---|---|
| Nome comum | Ararajuba; guaruba |
| Nome científico | Guaruba guarouba (Gmelin, 1788) |
| Ordem e família | Psittaciformes; Psittacidae |
| Onde vive | Só no Brasil: oeste do Maranhão, centro do Pará, extremo sudeste do Amazonas e extremo nordeste de Rondônia |
| População | Cerca de 10.000 indivíduos maduros, segundo o ICMBio (2018) |
| Situação na IUCN | Vulnerável, na avaliação global citada pela ficha do ICMBio (2018) |
| Situação no Brasil | Vulnerável (Portaria MMA 1.704/2026) |
A ararajuba é um dos psitacídeos que o site apresenta em Psitacídeos, dentro de Aves do Brasil.
Onde vive
Segundo a ficha da espécie no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (ICMBio, 2018), a ararajuba é endêmica da Amazônia brasileira. Vive ao sul do rio Amazonas e a leste do rio Madeira, na borda do Planalto Central: no oeste do Maranhão, numa faixa de leste a oeste no centro do Pará, no extremo sudeste do Amazonas e no extremo nordeste de Rondônia. A área total onde ocorre não passa de 300.000 km², e as populações dentro dela são bastante separadas.
Vive em matas de terra firme, em terras baixas de relevo ondulado, abaixo de 300 metros. Bandos também usam florestas secundárias e matas de igapó para comer. A ficha registra a espécie em unidades de conservação como o Parque Nacional da Amazônia, no Amazonas e no Pará, o Parque Nacional do Jamanxim e várias florestas nacionais do Pará, e a Reserva Biológica do Gurupi, no Maranhão.
Como vive
Segundo o ICMBio (2018):
- vive em bandos de 4 a 20 aves, com média de 10; nos locais de alimentação, os bandos chegam a 50;
- dorme em ocos de árvores, com menos de 20 aves em cada um;
- a maioria dos dormitórios e ninhos conhecidos fica em áreas alteradas, em árvores isoladas perto da floresta; a ficha diz que a preferência por árvores isoladas é provavelmente para fugir de predadores, como cobras e macacos;
- o bando continua junto durante a reprodução, e a forma como a espécie se reproduz é “uma das questões mais controversas de sua biologia”;
- chega à maturidade sexual depois dos três anos, e as primeiras ninhadas férteis vêm aos 5 ou 6 anos;
- o tempo de uma geração é estimado em 7,4 anos.
Você sabia?
As ararajubas ficam juntas até na hora de se reproduzir. Segundo a ficha do ICMBio (2018), a espécie continua em grandes bandos durante toda a reprodução, o que já foi explicado de formas diferentes: vários casais se reproduzindo juntos, ajudantes ou jovens de várias gerações de um só casal.
Quantas são
A população da ararajuba já foi estimada em menos de 2.500 aves. Segundo a ficha de 2018, observações mais recentes indicam cerca de 10.000 aves, em 60 locais, numa área de 174 mil km² com ambiente disponível. Na rodovia Transamazônica, ao longo do rio Tapajós, a população mínima é de quase 500 aves, e na região de Paragominas, no leste do Pará, de mais de 300.
A área onde a espécie ocorre diminuiu cerca de 30% nos últimos 30 anos e pode perder mais 20% a 30% nos próximos 50. Somando o tráfico, a ficha estima uma queda de cerca de 30% da população em 22 anos, ou três gerações, contando passado e futuro. A população é considerada em declínio.
Ameaças
Segundo o ICMBio (2018), a principal ameaça é o desmatamento contínuo na Amazônia: a área da ararajuba coincide com o arco do desmatamento. A espécie tolera alguma alteração da floresta, mas desaparece onde o desmatamento é avançado.
A captura para o tráfico também pesa. No leste do Pará, a ave é capturada com frequência e mantida como animal de estimação ou vendida para revenda em cidades maiores. A captura é relativamente fácil e pode aumentar onde a paisagem está fragmentada, porque os ninhos em árvores isoladas no meio de pastos novos são mais fáceis de achar. A ficha diz que as ararajubas ainda aparecem com frequência em apreensões em todo o país, mas que não há sinais recentes de tráfico internacional. Em alguns lugares, a espécie também sofre com caça e perseguição.
Conservação
A ararajuba já estava Vulnerável na avaliação nacional anterior, continuou Vulnerável na avaliação publicada em 2018 e continua Vulnerável na lista da Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026. Também estava Vulnerável na lista do Pará citada pela ficha.
Segundo a ficha, a espécie está no Plano de Ação Nacional para a Conservação das Aves da Amazônia e no plano das espécies endêmicas ameaçadas do Baixo e Médio Xingu. A ficha aponta como necessárias novas unidades de conservação na área da espécie, a proteção dos locais de reprodução e de alimentação nas unidades que já existem e a reprodução da espécie em cativeiro.
Fontes
- ICMBio. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, volume III, Aves. Brasília, 2018. Ficha de Guaruba guarouba, p. 259–262.
- Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria MMA nº 1.704, de 16 de junho de 2026. Anexo I, nº 276.
O tema completo, reunido na vitrine Enciclopédia da Fauna Brasileira →
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