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Atualizado em: 04/11/2026
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O buriti (Mauritia flexuosa) é uma palmeira nativa do Brasil, da família Arecaceae, registrada pela lista oficial Flora e Funga do Brasil na Amazônia, na Caatinga e no Cerrado. Segundo a Embrapa, a espécie está associada a áreas “periódica ou permanentemente inundadas ou com drenagem deficiente” (Embrapa, Palmeiras nativas do Brasil, cap. 5, p. 157).
Ficha
| Dados | |
|---|---|
| Nome comum | buriti; também miriti, muriti, buritirana, carandaí-guaçu, entre outros |
| Nome científico | Mauritia flexuosa (sinônimo: Mauritia vinifera, entre outros) |
| Família | Arecaceae (palmeiras) |
| Forma de vida | palmeira |
| Onde ocorre | Amazônia, Caatinga e Cerrado, em AC, AM, BA, CE, DF, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PI, RO, SP e TO |
| Só existe no Brasil? | não |
| Situação no Brasil | não aparece na lista oficial de espécies da flora ameaçadas (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026) |
Fontes da ficha: nomes, sinônimos, família, forma de vida, estados, domínios e endemismo pela ficha da lista oficial Flora e Funga do Brasil (cópia no GBIF); situação pela portaria.
Como é
O buriti é uma palmeira dioica: as flores masculinas e as femininas ficam em plantas diferentes, e não há diferença evidente entre as plantas masculinas e femininas fora da floração (Embrapa, cap. 5, p. 163-164). O fruto é coberto por escamas e fica marrom mais intenso quando está maduro, antes de cair do cacho (p. 159 e 169).
Onde ocorre
A lista oficial registra o buriti em 14 estados e no Distrito Federal, em floresta ciliar, floresta de igapó e palmeiral, como são chamadas as formações dominadas por palmeiras (ficha Flora e Funga). Pela Embrapa, a espécie normalmente ocorre em áreas encharcadas e em matas de galeria, ao longo das margens de rios e córregos (cap. 5, p. 160). Os biomas estão em Cerrado e Amazônia.
Flores, frutos e sementes
Segundo a Embrapa (cap. 5, p. 165), a floração começa quando a palmeira tem mais ou menos 8 anos. É anual, com 3 a 8 inflorescências, os cachos de flores, por ano. Os frutos amadurecem e se soltam do 9º ao 12º mês, e os maduros caem principalmente no início do período chuvoso, com pico na cheia.
Os frutos são “muito apreciados tanto por humanos quanto por animais”. Há registros de roedores comendo os frutos, e aves que comem frutos também são dispersoras eventuais (p. 163).
Usos e história
Pela Embrapa (cap. 5, p. 157-158):
- o estipe, o tronco da palmeira, é usado como madeira em pontes, palafitas, casas e móveis;
- as folhas adultas cobrem casas rústicas;
- as fibras das folhas jovens, ainda fechadas, são bastante resistentes; as menos resistentes servem para peças de artesanato;
- da polpa dos frutos também se extrai um óleo.
Ameaças e conservação
O buriti não aparece na lista oficial de espécies da flora ameaçadas (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026).
Resumo: principais perguntas e respostas
É uma palmeira nativa, Mauritia flexuosa, de áreas alagadas e margens de rios da Amazônia, da Caatinga e do Cerrado.
Sim. É uma palmeira dioica: as flores masculinas e femininas ficam em plantas diferentes.
Os frutos amadurecem e se soltam do 9º ao 12º mês e caem principalmente no início do período chuvoso, segundo a Embrapa.
Pessoas e animais. A Embrapa cita roedores e aves que comem frutos, estas como dispersoras eventuais.
O tronco serve de madeira, as folhas cobrem casas, as fibras viram artesanato e da polpa se extrai óleo, segundo a Embrapa.
Fontes
- flora e Funga do Brasil, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Mauritia flexuosa, ficha da lista oficial no GBIF. Consulta em 4/11/2026.
- Brasil. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria GM/MMA nº 1.783, de 26 de outubro de 2026. Diário Oficial da União. Anexo (a espécie não aparece).
- Ferreira, M. G. R.; Costa, C. J.; Pinheiro, C. U. B.; Souza, E. R. B.; Carvalho, C. O. Buriti. In: Lopes, R. et al. (ed.). Palmeiras nativas do Brasil. Brasília: Embrapa, 2015. cap. 5, p. 157 a 175. Consulta em 4/11/2026.
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