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Atualizado em: 04/11/2026
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A sumaúma (Ceiba pentandra), também chamada de samaúma, é uma árvore nativa do Brasil, da família Malvaceae, registrada pela lista oficial Flora e Funga do Brasil na Amazônia. Segundo a Embrapa, as árvores adultas “atingem dimensões próximas de 60 m de altura e 300 cm ou mais de DAP”, o diâmetro do tronco medido à altura do peito (Embrapa, Espécies Arbóreas Brasileiras, v. 3, p. 488).
Ficha
| Dados | |
|---|---|
| Nome comum | sumaúma; também samaúma |
| Nome científico | Ceiba pentandra (sinônimo: Bombax pentandrum, entre outros) |
| Família | Malvaceae |
| Forma de vida | árvore |
| Onde ocorre | Amazônia, em AC, AL, AM, BA, CE, ES, MA, MT, PA, PB, PE, PI, RJ, RN, RO, RR e SP |
| Só existe no Brasil? | não |
| Situação no Brasil | não aparece na lista oficial de espécies da flora ameaçadas (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026) |
Fontes da ficha: nomes, sinônimos, família, forma de vida, estados, domínio e endemismo pela ficha da lista oficial Flora e Funga do Brasil (cópia no GBIF); situação pela portaria.
Como é
Pela Embrapa, a sumaúma é uma árvore decídua, que perde as folhas numa época do ano. Muitas têm sapopemas, grandes raízes em forma de tábua na base do tronco; algumas árvores não as têm (v. 3, p. 488).
Onde ocorre
A lista oficial registra a sumaúma em 17 estados, em floresta de várzea e em áreas alteradas pelo ser humano (ficha Flora e Funga). A Embrapa cita a ocorrência natural no Brasil no Acre, no Amazonas, no Maranhão, no Pará e em Rondônia, como espécie característica da floresta amazônica de várzea, e uma área que vai de 16º de latitude norte, em Yucatán, no México, a 16º sul, na Bolívia (v. 3, p. 488-489). O bioma está em Amazônia.
Flores, frutos e sementes
A floração vai de agosto a setembro no Acre e acontece em setembro no Pará. Segundo a Embrapa, “morcegos da espécie Phyllostomus hastatus e P. discolor exercem papel relevante” na polinização; abelhas, vespas, besouros e aves também visitam as flores (v. 3, p. 488).
O fruto é uma cápsula lenhosa, grande, em forma de elipse. As sementes são leves e saem envolvidas pela paina, uma pluma sedosa e fibrosa, e o vento as leva (p. 488). A paina também é chamada de kapok, e uma árvore pode produzir de 600 a 900 frutos por ano (p. 492).
Usos e história
Pela Embrapa (v. 3, p. 492):
- a paina é “largamente usada para encher colchões, almofadas, travesseiros”, e também em boias e isolamento;
- a madeira, de baixa resistência mecânica, é usada em barcos, caixas, barris e no miolo de compensados; no Amazonas, o uso principal é a lâmina para compensado.
As sapopemas servem de abrigo para povos da Amazônia e ribeirinhos, e os seringueiros batem nelas para se comunicar, daí o nome “telefone-de-seringueiro” (p. 488). Em muitas partes da América Latina, as árvores são poupadas do corte pelo seu “significado religioso” (p. 492).
Ameaças e conservação
A sumaúma não aparece na lista oficial de espécies da flora ameaçadas (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026).
Resumo: principais perguntas e respostas
É uma árvore da família Malvaceae, Ceiba pentandra, característica das várzeas da Amazônia.
Segundo a Embrapa, as adultas chegam perto de 60 metros de altura.
São grandes raízes em forma de tábua na base do tronco. Na sumaúma, servem de abrigo e os seringueiros batem nelas para se comunicar.
Morcegos do gênero Phyllostomus têm papel relevante, segundo a Embrapa; abelhas, vespas, besouros e aves também visitam as flores.
É a pluma sedosa que envolve as sementes e ajuda o vento a levá-las. Também é chamada de kapok.
Fontes
- flora e Funga do Brasil, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Ceiba pentandra, ficha da lista oficial no GBIF. Consulta em 4/11/2026.
- Brasil. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria GM/MMA nº 1.783, de 26 de outubro de 2026. Diário Oficial da União. Anexo (a espécie não aparece).
- Embrapa. Espécies Arbóreas Brasileiras, v. 3: Sumaúma. Embrapa. p. 485 a 493. Consulta em 4/11/2026.
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