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Atualizado em: 04/11/2026
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O jacarandá-da-bahia (Dalbergia nigra) é uma árvore que só existe no Brasil, na Mata Atlântica, segundo a lista oficial Flora e Funga do Brasil. Na lista oficial de plantas ameaçadas de 2026, está vulnerável, a menos grave das três categorias de ameaça da lista (vulnerável, em perigo e criticamente em perigo) (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026, anexo, nº 1554).
Ficha
| Dados | |
|---|---|
| Nome comum | jacarandá-da-bahia; também jacarandá-caviúna, cabiúna, jacarandá-preto, entre outros |
| Nome científico | Dalbergia nigra (sinônimo: Pterocarpus niger) |
| Família | Fabaceae (leguminosas) |
| Forma de vida | árvore |
| Onde ocorre | Mata Atlântica, em AL, BA, CE, ES, MG, PB, PE, PR, RJ, SE e SP |
| Só existe no Brasil? | sim, é endêmica |
| Situação no Brasil | vulnerável (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026) |
Fontes da ficha: nomes, sinônimo, família, forma de vida, estados, domínio e endemismo pela ficha da lista oficial Flora e Funga do Brasil (cópia no GBIF); outros nomes pela Embrapa (v. 1, p. 583-584); situação pela portaria.
Como é
Segundo a Embrapa, o jacarandá-da-bahia é uma árvore semicaducifólia, que perde parte das folhas numa época do ano, com 10 a 20 metros de altura e 15 a 45 centímetros de diâmetro do tronco medido à altura do peito (DAP); às vezes chega a 35 metros e 155 centímetros (Embrapa, Espécies Arbóreas Brasileiras, v. 1, p. 583). O cerne, a parte de dentro do tronco, é em geral marrom-arroxeado escuro com listras pretas (p. 587).
Onde ocorre
A lista oficial registra o jacarandá-da-bahia em 11 estados, em floresta estacional semidecidual e floresta ombrófila (ficha Flora e Funga). A Embrapa descreve a área natural da Bahia (13º15′ de latitude sul) a São Paulo (22º50′ sul), na Bahia, no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e em São Paulo, e diz que a espécie é “característica e exclusiva da Floresta Ombrófila Densa Submontana (Floresta Atlântica)” (v. 1, p. 584). O bioma está em Mata Atlântica.
Flores, frutos e sementes
A floração vai de setembro a novembro em Minas Gerais e de outubro a novembro na Bahia. Os polinizadores são “principalmente as abelhas e diversos insetos pequenos”. O fruto é uma sâmara, um fruto seco e achatado que não se abre, de 3 a 8 centímetros, e é espalhado pelo vento (Embrapa, v. 1, p. 584).
Usos e história
Pela Embrapa, a madeira é densa, de 0,80 a 1,00 grama por centímetro cúbico a 15% de umidade (v. 1, p. 587). É indicada para móveis de luxo, instrumentos musicais e caixas de piano, e é conhecida na Europa como palissandre ou rosewood (p. 588). A mesma fonte conta que a madeira é comercializada há mais de 300 anos e foi exportada pela Bahia e pelo Rio de Janeiro “desde os tempos coloniais” (p. 587-588).
Ameaças e conservação
Na lista oficial de 2026, o jacarandá-da-bahia está vulnerável (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026, anexo, nº 1554). A Embrapa registra que ele já estava na lista oficial de 1992, também como vulnerável (v. 1, p. 587). O que mudou na lista está em o que mudou na lista de plantas ameaçadas de 2026.
Resumo: principais perguntas e respostas
É uma árvore da família das leguminosas, Dalbergia nigra, que só existe no Brasil, na Mata Atlântica.
Sim. Na lista oficial de 2026, está vulnerável, como já estava na lista de 1992.
Segundo a Embrapa, em móveis de luxo, instrumentos musicais e caixas de piano.
O fruto é uma sâmara achatada, levada pelo vento.
É o nome pelo qual a madeira do jacarandá-da-bahia é conhecida no exterior, segundo a Embrapa.
Fontes
- flora e Funga do Brasil, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Dalbergia nigra, ficha da lista oficial no GBIF. Consulta em 4/11/2026.
- Brasil. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria GM/MMA nº 1.783, de 26 de outubro de 2026. Diário Oficial da União. Anexo, nº 1554.
- Embrapa. Espécies Arbóreas Brasileiras, v. 1: Jacarandá-da-Bahia. Embrapa. p. 582 a 589. Consulta em 4/11/2026.
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