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Atualizado em: 04/11/2026
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A vitória-régia (Victoria amazonica) é uma planta aquática nativa do Brasil, da família Nymphaeaceae, registrada pela lista oficial Flora e Funga do Brasil na Amazônia e no Pantanal. O Museu Paraense Emílio Goeldi a descreve como “uma herbácea aquática” cujas folhas flutuantes “podem atingir até 2,5 metros de diâmetro” (Museu Goeldi, 2016).
Ficha
| Dados | |
|---|---|
| Nome comum | vitória-régia (pelo Museu Goeldi; a ficha da lista oficial não traz nome popular) |
| Nome científico | Victoria amazonica (sinônimo: Victoria regia, entre outros) |
| Família | Nymphaeaceae |
| Forma de vida | erva aquática |
| Onde ocorre | Amazônia e Pantanal, em AC, AM, MS, MT e PA |
| Só existe no Brasil? | não |
| Situação no Brasil | não aparece na lista oficial de espécies da flora ameaçadas (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026) |
Fontes da ficha: nome científico, sinônimos, família, forma de vida, estados, domínios e endemismo pela ficha da lista oficial Flora e Funga do Brasil (cópia no GBIF); nome comum pelo Museu Goeldi; situação pela portaria.
Como é
Pelo Museu Goeldi, as folhas flutuam sobre a água, e a face de baixo é roxa e coberta de espinhos, que defendem a planta contra predadores. O museu tem registro de folhas de 2,2 metros de diâmetro. A Revista Pesquisa FAPESP, ao relatar um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Estadual de Maringá, diz que “toda a planta tem muitos espinhos” (Pesquisa FAPESP, ed. 182, 2011).
Onde ocorre
A lista oficial registra a vitória-régia no Acre, no Amazonas, em Mato Grosso do Sul, em Mato Grosso e no Pará, em vegetação aquática (ficha Flora e Funga). Pelo Museu Goeldi, ela vive em várzeas e igapós, áreas de floresta que alagam, em temperaturas de cerca de 26 a 30 graus. O bioma está em Amazônia.
Flores, frutos e sementes
Segundo o Museu Goeldi, as flores abrem ao anoitecer e soltam perfume, que atrai besouros que ajudam na polinização. Ao amanhecer, a flor se fecha, e as pétalas passam de brancas a cor-de-rosa. O ciclo da flor dura dois dias.
Pela Revista Pesquisa FAPESP (2011), o fruto cresce debaixo da água e só aparece depois de maduro, e as sementes se espalham pela água, principalmente em julho, no auge da cheia. A semente, do tamanho de um grão de ervilha, é comestível e estoura com o calor, como pipoca.
Usos e história
O nome homenageia a rainha Vitória, da Inglaterra: em 1837, o botânico John Lindley descreveu a espécie como Victoria regia, nome que depois passou a ser Victoria amazonica (Museu Goeldi, 2016). No Parque Zoobotânico do Goeldi, em Belém, a primeira flor abriu em 1900, depois de uma tentativa de cultivo que não deu certo em 1896.
Ameaças e conservação
A vitória-régia não aparece na lista oficial de espécies da flora ameaçadas (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026).
Resumo: principais perguntas e respostas
É uma planta aquática, Victoria amazonica, da Amazônia e do Pantanal, de folhas que flutuam na água.
Pode chegar a 2,5 metros de diâmetro, segundo o Museu Goeldi.
A flor abre branca ao anoitecer e, depois de se fechar ao amanhecer, as pétalas ficam cor-de-rosa. O ciclo dura dois dias, segundo o Museu Goeldi.
Besouros atraídos pelo perfume da flor, segundo o Museu Goeldi.
É uma homenagem à rainha Vitória, da Inglaterra, no nome dado à espécie em 1837.
Fontes
- flora e Funga do Brasil, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Victoria amazonica, ficha da lista oficial no GBIF. Consulta em 4/11/2026.
- Brasil. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria GM/MMA nº 1.783, de 26 de outubro de 2026. Diário Oficial da União. Anexo (a espécie não aparece).
- Maciel, M. Há mais de um século no Goeldi, a vitória-régia é uma bela joia vegetal. Museu Paraense Emílio Goeldi, 28/7/2016. Consulta em 4/11/2026.
- Revista Pesquisa FAPESP. Bela e espinhosa. Edição 182, abril de 2011. Consulta em 4/11/2026.
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