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Atualizado em: 04/11/2026
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O babaçu (Attalea speciosa) é uma palmeira nativa do Brasil, registrada pela lista oficial Flora e Funga do Brasil na Amazônia e no Cerrado. Segundo a Embrapa, os babaçuais, as áreas onde a palmeira domina, ocupam uma área estimada entre 13 e 18 milhões de hectares, principalmente no Maranhão (Cavallari e outros, Embrapa, Palmeiras nativas do Brasil, cap. 3, p. 86).
Ficha
| Dados | |
|---|---|
| Nome comum | babaçu; também coco-palmeira |
| Nome científico | Attalea speciosa (sinônimo: Orbignya speciosa, entre outros) |
| Família | Arecaceae (palmeiras) |
| Forma de vida | palmeira |
| Onde ocorre | Amazônia e Cerrado, em AC, AM, BA, CE, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PI, RO e TO |
| Só existe no Brasil? | a lista Flora e Funga a registra como endêmica; a Embrapa diz que ocorre da Bolívia às Guianas |
| Situação no Brasil | não aparece na lista oficial de espécies da flora ameaçadas (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026) |
Fontes da ficha: nomes, sinônimos, família, forma de vida, estados, domínios e endemismo pela ficha da lista oficial Flora e Funga do Brasil (cópia no GBIF); situação pela portaria.
Como é
Pela Embrapa, o babaçu tem um estipe, o tronco da palmeira, solitário, de 10 a 30 metros de altura e 20 a 60 centímetros de diâmetro, e folhas pinadas, com folíolos dos dois lados de um eixo, eretas e abertas (cap. 3, p. 92).
O fruto, o coco babaçu, tem forma elíptica a oblonga e mede de 6 a 13 centímetros de comprimento. Por fora fica o mesocarpo, uma camada seca e farinácea, comestível, de 2 a 12 milímetros; por dentro, o endocarpo, lenhoso e muito duro, que guarda de 1 a 11 sementes, mais comumente de 3 a 6 (p. 92). As sementes são chamadas de amêndoas (p. 85).
Onde ocorre
A lista oficial registra o babaçu em 13 estados, em cerrado, floresta ciliar, floresta ombrófila, palmeiral e áreas alteradas pelo ser humano (ficha Flora e Funga). Pela Embrapa, no Brasil ocorre em todos os estados da região Norte e também no Maranhão, no Piauí, no Ceará, no Tocantins e em Mato Grosso, com maior concentração na região chamada de Zona do Babaçu (cap. 3, p. 95 e 97).
As duas fontes divergem sobre a espécie existir só no Brasil. A lista oficial flora e Funga a registra como endêmica, isto é, exclusiva do país. A Embrapa diz que a espécie “ocorre desde a Bolívia até as Guianas, em toda a periferia leste e sul da Amazônia” (cap. 3, p. 95).
Flores, frutos e sementes
A floração é mais intensa na época chuvosa, de janeiro a julho, e a frutificação, na época seca, de setembro a janeiro (cap. 3, p. 95). A Embrapa descreve o sistema sexual como androdioico: algumas plantas adultas têm cachos de flores com os dois sexos e cachos só masculinos, e outras, só cachos masculinos.
A polinização é feita principalmente por animais, “pela ação do coleóptero Mystrops mexicana“, um besouro; em áreas abertas, o vento pode ter papel importante. Os frutos são espalhados por animais como pacas e cutias (p. 95).
Usos e história
Pela Embrapa (cap. 3):
- as amêndoas são o produto principal: do esmagamento, obtém-se óleo para fins alimentícios e industriais (p. 85);
- o mesocarpo pode ser usado na alimentação animal e humana (p. 104);
- o endocarpo tem potencial para produzir carvão de alta qualidade para a siderurgia (p. 104);
- as folhas servem para fazer cestos trançados de uso doméstico (p. 104).
O coco é quebrado sobretudo por mulheres extrativistas, as quebradeiras de coco, que vendem as amêndoas. A Embrapa cita uma estimativa de 1990, de cerca de 300 mil famílias, e diz que o número precisa ser atualizado (p. 88). O ofício e a lei que o reconhece estão em quebradeiras de coco babaçu.
Ameaças e conservação
O babaçu não aparece na lista oficial de espécies da flora ameaçadas (Portaria GM/MMA nº 1.783/2026).
Resumo: principais perguntas e respostas
É uma palmeira, Attalea speciosa, nativa do Brasil, registrada pela lista oficial na Amazônia e no Cerrado.
No Maranhão, onde se concentra a maior parte dos babaçuais, estimados entre 13 e 18 milhões de hectares, segundo a Embrapa.
Principalmente um besouro, Mystrops mexicana; em áreas abertas, o vento também pode ajudar.
Das amêndoas se tira óleo; o mesocarpo pode ser usado na alimentação; o endocarpo pode virar carvão; as folhas viram cestos.
São mulheres extrativistas que quebram o coco babaçu para vender as amêndoas.
Fontes
- flora e Funga do Brasil, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Attalea speciosa, ficha da lista oficial no GBIF. Consulta em 4/11/2026.
- Brasil. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Portaria GM/MMA nº 1.783, de 26 de outubro de 2026. Diário Oficial da União. Anexo (a espécie não aparece).
- Cavallari, M. M.; Pinheiro, C. U. B.; Abreu, G. B.; Frazão, J. M. F.; Toledo, M. M.; Buosi, T. Babaçu. In: Lopes, R. et al. (ed.). Palmeiras nativas do Brasil. Brasília: Embrapa, 2015. cap. 3, p. 85 a 114. Consulta em 4/11/2026.
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