O que é "economia da regeneração"?
Definição: A economia da regeneração é um modelo econômico que vai além da sustentabilidade, buscando restaurar e revitalizar ecossistemas, comunidades e recursos naturais. Diferente do paradigma linear — baseado em extrair, produzir e descartar — e até mesmo do sustentável, que visa apenas reduzir impactos, a economia regenerativa propõe gerar impactos positivos. Ela integra princípios ecológicos e sociais ao processo produtivo, estimulando práticas que regeneram solos, florestas e biodiversidade, como a agricultura sustentável e o manejo florestal responsável. Esse conceito valoriza o equilíbrio entre economia e natureza, promovendo prosperidade compartilhada e resiliente.
Relação com a sustentabilidade: A economia da regeneração é uma evolução natural da sustentabilidade, pois coloca a regeneração dos ecossistemas no centro das decisões econômicas. Ao incentivar negócios que restauram solos degradados e ampliam a conservação do solo, esse modelo contribui para a mitigação das mudanças climáticas e o fortalecimento das comunidades locais. Ele também se conecta aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os que tratam de vida terrestre, consumo responsável e redução das desigualdades. Em essência, a economia regenerativa transforma o lucro em um instrumento de cura ambiental e social.
Exemplo prático: Projetos de restauração ecológica e de reflorestamento agroflorestal são exemplos concretos da aplicação da economia da regeneração. No Brasil, iniciativas de restauração passiva e de produção agroecológica em larga escala têm recuperado áreas degradadas ao mesmo tempo em que geram renda e fortalecem cadeias produtivas locais. Empresas e cooperativas que adotam esse modelo atuam como agentes de regeneração, demonstrando que é possível unir lucratividade, justiça social e recuperação ambiental.
- Documento Relacionado: Agricultura Sustentável
- Documento de Aprofundamento: Conservação do Solo
- Caso de Estudo: Restauração Passiva
