O que é "justiça energética"?
Definição: Justiça energética é um conceito que busca garantir o acesso equitativo, seguro e sustentável à energia para todas as pessoas, considerando aspectos sociais, econômicos e ambientais. Ela propõe uma transição energética que não apenas reduza emissões de carbono, mas também promova inclusão e bem-estar social. A ideia central é que os benefícios e os custos da geração e do consumo de energia sejam distribuídos de forma justa, evitando que comunidades vulneráveis sejam desproporcionalmente afetadas por poluição, exclusão tecnológica ou falta de infraestrutura. Esse conceito se articula com políticas de governança ambiental e ações de transição justa.
Relação com a sustentabilidade: A justiça energética está profundamente conectada à sustentabilidade, pois integra as dimensões ambiental, social e econômica da transição para fontes limpas. A mudança para energias renováveis deve ser acompanhada por políticas que garantam empregos dignos, respeito aos direitos humanos e compensação às comunidades impactadas por projetos de energia. Assim como na segurança climática, o foco é assegurar que ninguém seja deixado para trás na transição verde. Promover a justiça energética significa democratizar o acesso à energia e fortalecer a resiliência das populações frente às mudanças climáticas.
Exemplo prático: No Brasil, programas de energia solar comunitária em regiões rurais e de baixa renda têm ampliado o acesso à eletricidade limpa e reduzido custos para famílias vulneráveis. Essas iniciativas, muitas vezes organizadas em cooperativas, permitem que comunidades gerem e compartilhem sua própria energia renovável. Ao combinar inclusão social e inovação tecnológica, esses projetos demonstram como a justiça energética pode ser uma ferramenta poderosa de transformação sustentável.
- Documento Relacionado: Política Climática
- Documento de Aprofundamento: Segurança Climática
- Caso de Estudo: Mitigação e Adaptação Climática
