Sim. O biometano é viável em larga escala, especialmente em países com grande produção agropecuária e geração de resíduos orgânicos, como o Brasil. Além disso, o potencial técnico e ambiental é expressivo, mas sua expansão depende da infraestrutura de distribuição, incentivos fiscais e da integração com a rede de gás natural. Ademais, segundo estimativas da Abiogás, a produção nacional poderia suprir boa parte da demanda do transporte pesado e das indústrias, tornando o biometano um pilar estratégico da transição energética sustentável.
Análise e Aprofundamento
A viabilidade do biometano em larga escala depende da combinação de fatores econômicos, tecnológicos e regulatórios. Entre os principais:
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Infraestrutura de biogás e rede de gás – É necessário ampliar gasodutos, pontos de injeção e unidades de purificação para conectar a produção aos consumidores.
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Incentivos governamentais – Políticas públicas e créditos de carbono são fundamentais para tornar o biometano competitivo frente aos combustíveis fósseis.
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Demanda e logística regional – A descentralização da produção permite que regiões agrícolas e urbanas produzam e consumam localmente o combustível, reduzindo custos.
Esses fatores mostram que, com planejamento e investimento, o biometano pode atingir escala industrial e nacional, integrando-se ao sistema energético e de mobilidade, como discutido em [biodigestao-anaerobica], [biodigestores] e [biogas].
Conclusão e Próximos Passos
Portanto, o biometano tem viabilidade técnica e ambiental comprovada, e sua adoção em larga escala depende da construção de um ecossistema sólido de produção, distribuição e consumo. Além disso, com incentivos adequados e apoio à inovação, o Brasil pode se tornar um dos maiores produtores de biometano do mundo, unindo sustentabilidade e segurança energética. Por fim, o avanço desse combustível representa uma oportunidade concreta de crescimento verde e geração de empregos.
Veja também: [biometano], [combustiveis-sustentaveis]
